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Cérebro e Precisão: Cientistas e Engenheiros A elite branca sempre tentou associar o trabalho do negro apenas à força bruta, mas a história da engenharia e da ciência no Brasil é desenhada por mentes negras geniais. Nós precisamos estudar e exaltar os irmãos André Rebouças e Antônio Rebouças. Dois engenheiros negros do século XIX que revolucionaram a infraestrutura do país. André Rebouças foi um dos maiores inventores do seu tempo, responsável por criar sistemas de engenharia militar, planejar ferrovias ousadas e projetar o abastecimento de água do Rio de Janeiro. Ele era tão genial que era conselheiro pessoal do imperador e usava a sua fortuna e o seu prestígio para financiar o movimento abolicionista.
Na mesma época, o país viu brilhar o talento do engenheiro Teodoro Sampaio, um homem negro nascido no interior da Bahia, filho de uma mulher escravizada, que se tornou um dos maiores geógrafos, cartógrafos e engenheiros do Brasil. Teodoro mapeou rios, projetou estradas de ferro e redes de saneamento que modernizaram as grandes capitais, deixando seu nome gravado na história da ciência nacional.
E no campo da medicina e da pesquisa científica, o pioneirismo pertence a Juliano Moreira. Um médico negro baiano que revolucionou a psiquiatria no Brasil no início do século XX. Juliano Moreira combateu diretamente as teorias racistas de Cesare Lombroso e Nina Rodrigues que discutimos no primeiro capítulo provando cientificamente que as doenças mentais não tinham nenhuma relação com a cor da pele ou a raça das pessoas. Ele humanizou o tratamento psiquiátrico no país e colocou a ciência brasileira no cenário internacional.
O Grito da Liberdade: Líderes de Quilombo e Capoeiristas A liberdade nunca foi um presente; foi uma conquista arrancada pela força e pela estratégia de líderes quilombolas grandiosos. O maior símbolo de resistência deste país é Zumbi dos Palmares, o grande comandante militar do Quilombo dos Palmares, que desafiou o poder colonial por décadas, defendendo uma república livre que abrigava milhares de pessoas. Ao seu lado, governou e lutou Dandara dos Palmares, uma guerreira que dominava técnicas de capoeira, liderava exércitos e organizava a produção do quilombo, recusando-se a aceitar qualquer acordo que mantivesse outros irmãos no cativeiro. Fora de Alagoas, no Mato Grosso, brilha o nome de Tereza de Benguela, a 'Rainha Tereza', que liderou o Quilombo do Quariterê no século XVIII. Tereza criou um sistema político e econômico parlamentar, com assembleias e conselhos, governando com punho de ferro e inteligência militar e defendendo o seu povo contra as tropas da coroa.
Essa força de combate corporal se refinou nas ruas através da capoeira, que por muitos anos foi criminalizada pelo Código Penal da elite branca. Grandes mestres capoeiristas usaram os pés e as mãos para defender a dignidade do povo preto nas ruas de Salvador e do Rio de Janeiro. Homens como Mestre Pastinha, o grande guardião da Capoeira