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3.7 O direito de escolher
Valorizar os cabelos crespos e afros não significa proibir ou exigir que toda pessoa negra use o cabelo estritamente natural. Cada pessoa tem o direito fundamental de escolher como quer cuidar, cortar, alisar, trançar, prender, colorir ou transformar seus fios.
O ponto central é que essa escolha seja pautada pela liberdade e pelo gosto pessoal, e nunca imposta pela vergonha, pela discriminação, pela violência institucional ou pela cobrança racista de que o cabelo natural é inadequado ou incivilizado
Quando chamamos um cabelo de ruim ou exigimos que alguém o esconda para parecer apresentável estamos reproduzindo uma engrenagem que desvaloriza seres humanos. Quando ampliamos nossas referências, respeitamos diferentes trajetórias e valorizamos as raízes de cada pessoa, ajudamos a construir uma sociedade em que ninguém precise apagar uma parte de si para ter o direito de existir com dignidade.
O cabelo crespo não precisa ser modificado para merecer respeito. Ele é memória viva, identidade, ancestralidade e beleza.