Data da leitura: Abril de 2026
No sentido da lua, a dança começou, e fomos logo levadas ao frenesi pelo ritmo do tambor de Christabel e o poderoso vapor do estramônio, da verbena e do almíscar fervendo no caldeirão. As cabras saltitavam ao nosso redor em um círculo externo, balindo. Taliesin e Majong se retiraram para o mundo de cima, pois os homens não tinham permissão para ver essa cerimônia mágica.
Belzi Ra Ha-Ha Hécate a Chegar!
Desça a nós ao som do meu batucar
Inkalá Iktum meu pássaro é uma toupeira forte Para cima o Equador e para baixo, o polo Norte. Eptàlum, Zam Pollum, o poder do crescimento
Aí vem as Luzes do Norte e um bando de gansos imensos Inkalá Belzi Zam Pollum o Tambor a batucar
Alta Rainha de Tartarus Apresse-se em Chegar.
O ar foi preenchido por um zumbido e um bater de asas, e milhões de abelhas se juntaram sobre nossas cabeças e formaram uma grande figura feminina sobre o caldeirão fervente. O enxame reluziu e tremeu na formação da giganta.
"Fale, Zam Pollum!", gritou Cristabel. "Zam Pollum, fale! Abra seu coração de mel silvestre e nos diga como recuperar seu Santo Graal para que a Terra não morra em seu eixo! Fale, Zam Pollum!"
A figura zumbiu e brilhou, então de algum lugar das profundezas do feito de tantos milhões de abelhas veio uma voz tão impossivelmente doce que nos sentimos afogadas em mel.
"As abelhas devem voltar a fazer ninhos outra vez na carcaça do Leão. Então meu copo será enchido de mel e eu beberei de novo com o Deus