Data da leitura: Abril de 2026
"Sim, isso mesmo", continuou Marlborough. "Anubeth agora está casada e feliz com o Rei Pontefact, que você já conheceu. Eles estão esperando uma ninhada para logo. Todos esses lobos são súditos de Pontefact, então é claro que nos acompanham a todos os lugares."
Fiquei em silêncio por um tempo para digerir aquela notícia. Devíamos nos referir à ninhada como bebês? Lobisomens? Ou filhotes? Decidi não mencionar nada até que Marlborough me desse uma pista. Em algumas coisas, ele era extremamente convencional.
"Devo lhe dar meus mais sinceros parabéns", disse a Anubeth. "Todos ficaremos felizes em ter pequeninos entre nós."
Marlborough me disse que eles continuariam a viver na Arca pois a presença dos lobos poderia perturbar as cabras, e sem dúvida também porque o conforto de que desfrutavam ali era superior ao da caverna simples em que vivíamos, embora ele fosse educado demais para dizer isso. Falei que podiam contar conosco em tudo que pudéssemos ajudar e os deixei em uma névoa de perfume de gengibre branco que saía do bico de um cuco embalsamado.
Os lobos me observaram enquanto eu atravessava seu círculo com cautela, eu não queria ofender ninguém, e os lobos têm temperamentos notoriamente intensos.
Lá embaixo, na caverna, ouvi o som do tambor de Christabel, que anunciava o retorno de Majong e do carteiro Taliesin. Eles invadiram com sucesso uma farmácia em ruínas, onde os ingredientes necessários foram encontrados com certa dificuldade. O pote de porcelana contendo o estramônio estava um pouco lascado, mas o conteúdo permanecia intacto. Depois de fazer algumas abluções sobre todos nós, Christabel esvaziou o conteúdo dos três jarros no caldeirão fervente.