Uma edição, muitas vozes, diferentes olhares e um tema que atravessa a sociedade de muitas formas: PRECONCEITO. A segunda edição da Revista Divulgação reúne diferentes autores, experiências, opiniões e perspectivas para provocar reflexões sobre um assunto que precisa ser discutido, questionado e enfrentado. Em cada texto, um olhar. Em cada autor, uma forma de contribuir para uma conversa que não pode ficar restrita às páginas de uma revista. Falamos de sociedade, comportamento, respeito, diversidade e das muitas faces do preconceito que ainda insistem em fazer parte do nosso cotidiano. Porque quando diferentes vozes se encontram, novas perspectivas surgem. E é assim que o conhecimento também transforma! 📖 A segunda edição já está no ar! Venha conhecer, ler, refletir e compartilhar. Revista Divulgação. Conteúdo de verdade, para pessoas de verdade. #RevistaDivulgação #Preconceito #Diversidade #PluralidadeDeVozes #ConteúdoDeVerdade
Foi nesse “antigamente melhor” que a piada racista, machista, gordofóbica ou capacitista era dita no almoço de domingo sem nenhum tipo de constrangimento ou responsabilidade. Foi nesse
que o preconceito virava entretenimento com altos índices de audiência em programas de auditório. Foi nesse “antigamente melhor” que a violência velada se apresentava nas filas dos bancos, nos supermercados, nos bancos da igreja ou no ato de mudar de calçada a depender da cor ou das vestimentas de quem vinha na direção oposta. Tudo isso acontecia sem ruído porque as vítimas não tinham o espaço material ou social para erguer a cabeça e dizer “isso dói”, “eu estou aqui” ou “sou como você”. Aqueles que sofriam simplesmente não tinham Rosto para quem hoje clama pelo tempo em que se podia ferir com indiferença.
É por essa e outras razões que o nosso tempo não é o tempo do “mimimi”, mas o tempo de reconhecer que existem tantos outros para além de mim. Tantos outros que são tão importantes quanto eu; de compreender que sou apenas mais um em meio a um universo de seres, de formas de existir, de se expressar, de viver, amar, e de cultuar ou não um Deus ou deuses. Para combater quem enxerga
“mimimi” onde o outro tenta apenas ser quem é, faz-se necessário beber na ética de Levinas. É ela que nos traz um conceito tão caro: o da alteridade a capacidade de reconhecer, respeitar e acolher a existência do outro como um ser único, com ideias, valores e vivências distintas das nossas.
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