Uma edição, muitas vozes, diferentes olhares e um tema que atravessa a sociedade de muitas formas: PRECONCEITO. A segunda edição da Revista Divulgação reúne diferentes autores, experiências, opiniões e perspectivas para provocar reflexões sobre um assunto que precisa ser discutido, questionado e enfrentado. Em cada texto, um olhar. Em cada autor, uma forma de contribuir para uma conversa que não pode ficar restrita às páginas de uma revista. Falamos de sociedade, comportamento, respeito, diversidade e das muitas faces do preconceito que ainda insistem em fazer parte do nosso cotidiano. Porque quando diferentes vozes se encontram, novas perspectivas surgem. E é assim que o conhecimento também transforma! 📖 A segunda edição já está no ar! Venha conhecer, ler, refletir e compartilhar. Revista Divulgação. Conteúdo de verdade, para pessoas de verdade. #RevistaDivulgação #Preconceito #Diversidade #PluralidadeDeVozes #ConteúdoDeVerdade
30 de outubro de 2026 - Brasil
Mas quando os profissionais da escola falam sobre isso, o que mais se ouve da comunidade externa é um sonoro "na minha época, todo mundo botava apelido em todo mundo e a gente não achava que isso era bullying”.
Quando eu, enquanto educadora, ouço esse tipo de fala, me vem um incômodo muito profundo, porque parece que nomear um comportamento nocivo para, enfim, tentar combatê-lo é visto com péssimos olhos pela sociedade.
É certo que a palavra bullying não fazia parte do cotidiano escolar de muitos desses adultos. Mas isso não quer dizer que os apelidos fossem inofensivos. Aqui, não quero chamar a atenção apenas para o nome, mas sobretudo para os efeitos dessa prática para quem hoje parece se entender como imune às consequências das discriminações que viveu na infância e na adolescência.
Será que essas pessoas que bradam aos quatro cantos que esse tipo de comportamento não era problemático não sofreram (e sofrem) com isso? Será que não escondem a testa atrás de uma franja porque eram chamadas de "testudo" na escola? Será que não alisam o cabelo porque ele era chamado de “pixaim” na escola? Será que sentem que não podem ocupar todos os espaços que querem porque eram chamadas de "neguinho” na escola? Será que não têm medo de viver plenamente seus afetos porque eram chamadas de “viado” na escola?
Talvez, a escola tenha virado apenas um borrão na memória de muita gente. Mas há coisas que continuam nítidas muito depois de esquecermos os nomes dos nossos colegas. Porque é dentro da escola que estabelecemos nossos primeiros vínculos fora do núcleo familiar www.revistadivulgacao.com.br