Uma edição, muitas vozes, diferentes olhares e um tema que atravessa a sociedade de muitas formas: PRECONCEITO. A segunda edição da Revista Divulgação reúne diferentes autores, experiências, opiniões e perspectivas para provocar reflexões sobre um assunto que precisa ser discutido, questionado e enfrentado. Em cada texto, um olhar. Em cada autor, uma forma de contribuir para uma conversa que não pode ficar restrita às páginas de uma revista. Falamos de sociedade, comportamento, respeito, diversidade e das muitas faces do preconceito que ainda insistem em fazer parte do nosso cotidiano. Porque quando diferentes vozes se encontram, novas perspectivas surgem. E é assim que o conhecimento também transforma! 📖 A segunda edição já está no ar! Venha conhecer, ler, refletir e compartilhar. Revista Divulgação. Conteúdo de verdade, para pessoas de verdade. #RevistaDivulgação #Preconceito #Diversidade #PluralidadeDeVozes #ConteúdoDeVerdade
30 de outubro de 2026 - Brasil ainda falta um caminho extenso. Eu já vi mulheres que haviam acabado de se tornar mães serem descartadas em processos seletivos. Já ouvi de gestores de RH expressões que velavam o sexismo e a discriminação: “De filho pequeno já basta o meu! Preciso dela aqui… E se o filho dela passar mal?”.
Por outro lado, já passei por empresa em que a preferência da contratar exclusivamente diretoria mulheres.
era Na visão deles, a mulher tinha uma resiliência e uma vontade de fazer o negócio acontecer e, a partir deste princípio, colocaram esse fato agregado aos valores da empresa.
À primeira vista, pode parecer um avanço ou uma busca por igualdade. No entanto, quando analisamos sob a ótica da psicologia, muitas vezes essa "preferência" esconde o que a literatura chama de sexismo benevolente. Contrata-se sob a premissa estereotipada de que a mulher é mais "dócil", "organizada" ou "barata", mantendo a lógica de rotular pessoas em vez de avaliar competências individuais e técnicas.
Pesquisas recentes sobre sexismo no ambiente corporativo reforçam como os estereótipos penalizam as mulheres, operando de forma sutil ou institucional, inclusive reforçando papéis tradicionais de gênero (Andrade & Fernandes, 2024). Não à toa, quando olhamos para os dados atuais, a desigualdade salarial ainda salta aos olhos: em pesquisas de mercado, é gritante ver que o menor salário para uma mesma função continua sendo o da mulher.
A discriminação também veste a máscara da idade.
Antigamente, quando nos aproximávamos dos 40 anos, a barreira para recolocação parecia intransponível. Embora hoje essa realidade comece a ser amenizada, ainda há um longo caminho a percorrer.
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