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Revista Divulgação - 2º Edição_Out2026

By revista divulgação

Uma edição, muitas vozes, diferentes olhares e um tema que atravessa a sociedade de muitas formas: PRECONCEITO. A segunda edição da Revista Divulgação reúne diferentes autores, experiências, opiniões e perspectivas para provocar reflexões sobre um assunto que precisa ser discutido, questionado e enfrentado. Em cada texto, um olhar. Em cada autor, uma forma de contribuir para uma conversa que não pode ficar restrita às páginas de uma revista. Falamos de sociedade, comportamento, respeito, diversidade e das muitas faces do preconceito que ainda insistem em fazer parte do nosso cotidiano. Porque quando diferentes vozes se encontram, novas perspectivas surgem. E é assim que o conhecimento também transforma! 📖 A segunda edição já está no ar! Venha conhecer, ler, refletir e compartilhar. Revista Divulgação. Conteúdo de verdade, para pessoas de verdade. #RevistaDivulgação #Preconceito #Diversidade #PluralidadeDeVozes #ConteúdoDeVerdade

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https://covver.com/magazine/revistadivulgacaooficial/revista-divulga-o-2-edi-o-out2026
Published
Oct 30, 2026
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  • PreconceitoENTRE JULGAMENTOS E DESIGUALDADES, O DESAFIO DE ENXERGAR O OUTRO O PROBLEMA NUNCA FOI SER DIFERENTE, MAS NÃO SABER RESPEITAR AS DIFERENÇAS www.revistadivulgacao.com.br
  • Diretora Criativa e Comercial Sharllany Soares SouzaEditora Chefe Luiza Ferreira Ferraz Autores Ingrid Achiver Luiza Ferraz Maria Eduarda Gama Nayara Pereira Roberta Ferraz Sharllany Soares Sandra de Sousa Lima Tayná Celen Thiago Hot Vinicius Souza
  • QUANDOUMAMULHERDECIDE,OPRECONCEITOSEREVELAPor Sharllany Soares Souza OFUTUROPAÍSDOFUTEBOL
  • EDITORIALVivemos cercados por informação. Notícias, imagens e vídeos chegam a todo momento, disputando nossa atenção. Em meio a tanto conteúdo, nem sempre conseguimos parar para compreender o que vemos ou permanecer um pouco mais diante de uma ideia. A Revista Divulgação quer propor outro ritmo.
  • Page 66 30 de outubro de 2026 - Brasil
  • 30 de outubro de 2026 - BrasilE precisamos falar sobre isso porque o preconceito nem sempre se apresenta como uma proibição explícita. Muitas vezes, ele está na cultura, nos hábitos e nas expectativas que parecem naturais justamente porque foram repetidas por tanto tempo.
  • 30 de outubro de 2026 - Brasil8 Carolina Maria de Jesus, por O preconceito não se manifesta apenas diante das que sua vez, transformou a própria ocupam posições de grande visibilidade. Ele também realidade em literatura e deu aparece nas relações cotidianas, nas pequenas decisões visibilidade a experiências que e nas expectativas que tentam definir até onde uma tantas vezes foram silenciadas.
  • 30 de outubro de 2026 - BrasilTalvez o maior desafio não seja ensinar mulheres a serem fortes. Muitas já aprenderam a ser fortes porque a vida exigiu isso delas. O desafio está em construir uma sociedade na qual a força feminina não seja uma condição obrigatória para conquistar o respeito que deveria existir desde o início. E fica uma reflexão: se ainda precisamos celebrar mulheres por terem vencido barreiras que nunca deveriam ter existido, o avançamos?
  • 30 de outubro de 2026 - BrasilImagem: Google - Observatório TV 11
  • Page 1230 de outubro de 2026 - Brasil abril de 1941, durante a Era Vargas, o Conselho Nacional de Desportos, publicou o decreto-lei 3.199 que contava com o seguinte artigo: “Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza”. É impossível medir o impacto dessa proibição na evolução do futebol feminino, já que esse decreto ficou vigente por quase 40 anos, sendo revogado somente em 1979.
  • 30 de outubro de 2026 - Brasil“Nadaépermanente, excetoamudança.” 13
  • Page 1414 30 de outubro de 2026 - Brasil
  • 30 de outubro de 2026 - Brasil15 Mas quando os profissionais da escola falam sobre isso, o que mais se ouve da comunidade externa é um sonoro "na minha época, todo mundo botava apelido em todo mundo e a gente não achava que isso era bullying”.
  • Page 1630 de outubro de 2026 - Brasil e começamos a entender como queremos ser tratados. É dentro da escola que aprendemos a conviver com as diferenças e a enxergar nelas um enorme potencial de aprendizado. É dentro da escola que começamos a gerir nossos primeiros problemas da vida social e, com eles, a travar uma infinita batalha entre a gentileza e a crueldade. Toda vez que eu vejo um aluno cabisbaixo, sentado no degrau de uma escada qualquer da escola, a primeira coisa que me vem à mente é a possibilidade de ele ter sido alvo de algum preconceito, de o caminho dele ter, naquele dia, se cruzado com o de alguém que optou pela crueldade.
  • 30 de outubro de 2026 - Brasil17 um pedido de desculpas, por mais sincero que ele seja. Ainda assim, é plenamente possível construir um futuro mais gentil, no qual possamos realmente acolher a dor do outro e aprender a não banalizá-la.
  • Page 1818 30 de outubro de 2026 - Brasil
  • Page 1919 30 de outubro de 2026 - Brasil
  • Page 2020 30 de outubro de 2026 - Brasil
  • 30 de outubro de 2026 - Brasil21 Muitoalémdo 'PerfilDesejado':O queopreconceito veladoesconde noRH
  • Page 2222 30 de outubro de 2026 - Brasil do RH das empresas em que trabalhei eram dignas de um desfile de moda: esbeltas, maquiadas, bem vestidas, um padrão que intimidava qualquer candidato. Mas o que me levou a escolher o RH nem foi o status, era o que eu tinha visto acontecer com pessoas próximas. Pelo fato de eu não concordar com aquele padrão e enxergar que por trás de cada pessoa havia uma história, uma família e uma busca por melhoria, fui estudar e correr atrás de fazer a diferença.
  • Page 2323 30 de outubro de 2026 - Brasil ainda falta um caminho extenso. Eu já vi mulheres que haviam acabado de se tornar mães serem descartadas em processos seletivos. Já ouvi de gestores de RH expressões que velavam o sexismo e a discriminação: “De filho pequeno já basta o meu! Preciso dela aqui… E se o filho dela passar mal?”.
  • Page 2424 30 de outubro de 2026 - Brasil
  • Page 2626 30 de outubro de 2026 - Brasil
  • 30 de outubro de 2026 - BrasilFoi ali, na demorada fila do caixa, enquanto meu fragmentado pelo pensamento era bipe frenético e intermitente do leitor de código de barras, que me recordei de algumas aulas de ética em especial, das ideias de Emmanuel Lévinas. O filósofo lituano radicado na França defendia que a filosofia e a ética não começam no pensamento abstrato, mas no mundo real, no encontro incontornável com o Outro. Para Lévinas, o verdadeiro nascimento da ética acontece quando somos confrontados por um Rosto que não é o nosso. E esse Rosto, no pensamento levinasiano, não se limita aos aspectos físicos não é mero arranjo de olhos, nariz, boca, bochechas mas uma presença irredutível que nos intima, nos lança para fora da zona de conforto e nos retira da indiferença. O Rosto do Outro nos atravessa e nos diz, sem precisar emitir um único som: “você tem responsabilidade sobre mim”.
  • Page 2828 30 de outubro de 2026 - Brasil
  • 30 de outubro de 2026 - Brasil29 Imagem: Google - Amazonas Atual
  • 30 de outubro de 2026 - BrasilEnquanto ajeitava as sacolas no portamalas, confesso que xinguei mentalmente aquele senhor. Porque aquele passado não era melhor; era apenas mais silencioso. E o silêncio dos oprimidos nunca deve ser confundido com a paz. Se um mundo onde o Outro exige ser visto, respeitado e nomeado “chato”, é considerado um que continuemos, mundo então, assumindo e exaltando a nossa chatice. 30
  • 30 de outubro de 2026 - BrasilOCorpoqueJulga,o CorpoqueCura:Teatro ePráticasIntegrativas contraoPreconceito Por Sandra Lima
  • 30 de outubro de 2026 - BrasilSob a ótica das terapias integrativas — como as práticas de meditação, a bioenergética e as abordagens somáticas o trabalho começa na autorregulação e na relação do indivíduo consigo mesmo. Ao focar na liberação de tensões internas por meio da respiração, do toque e do movimento, essas práticas atuam diretamente no afrouxamento da armadura muscular causada pelo medo. Elas promovem a regulação do sistema nervoso e expandem a percepção de si, criando caminhos para reduzir a necessidade de criar categorias rígidas, baseadas na lógica divisiva do "nós" contra "eles". Um corpo que aprende a respirar sem medo e a habitar o momento presente torna-se naturalmente menos defensivo, desenvolvendo um estado de acolhimento e abertura ao desconhecido. Quando o tônus muscular relaxa e o estado de alerta constante diminui, a mente ganha espaço para a curiosidade. Na prática terapêutica, processos como o Psicodrama e as Constelações Familiares servem como pontes diretas para essa transformação. Em uma sessão de Psicodrama focada na erradicação do preconceito racial ou de gênero, por exemplo, utiliza-se a técnica da "inversão de papéis". Um indivíduo inserido em uma posição de privilégio é convidado a corporificar fisicamente a postura, os gestos e a carga emocional de alguém que vivencia a marginalização diária. Ao ancorar essa experiência no corpo sentindo o aperto no peito e a restrição
  • Page 3333 30 de outubro de 2026 - Brasil respiratória causados pela opressão simulada o participante processa o preconceito não mais como um conceito abstrato, mas como uma dor física real partilhada pelo outro. Da mesma forma, vivências de respiração circular e Bioenergética liberam a raiva crônica e o medo do desconhecido estocados na musculatura cervical e pélvica, desarmando os gatilhos somáticos que disparam o preconceito automático e a aversão ao diferente.
  • Page 3434 30 de outubro de 2026 - Brasil
  • 30 de outubro de 2026 - BrasilLICENÇA PARA SENTAR Por Roberta Ferraz
  • 30 de outubro de 2026 - BrasilPara as mulheres negras, o trabalho nunca foi conquista, foi condição de existência, herdada antes de qualquer escolha. Para as mulheres brancas, foi uma porta arrombada até ceder. Caminhos distintos, mas uma sensação permanece, a de precisar pedir licença para se sentar na própria cadeira. Para ocupar o espaço que já é nosso. Nem sempre o alívio vem ao encontrar outras mulheres na caminhada. Às vezes, sua cadeira é puxada pelas mesmas mãos que você imaginou que a ajudariam a se levantar. Mas, olhando de perto, percebe-se que essa disputa nasce de nos ensinarem que há somente uma cadeira à mesa, reservada à mais bela, à mais brilhante, à mais capaz entre todas nós.
  • Page 3939 30 de outubro de 2026 - Brasil
  • Page 4040 são referências nesse e em outros temas, de forma a extinguir a premissa incorreta da incapacidade associada ao gênero. Superar o preconceito de raça exige entendimento e busca de referências que explicam e demonstram com base em evidências todas as mazelas sociais, assim como a riqueza cultural, que permeiam nossa sociedade.
  • 30 de outubro de 2026 - BrasilMURALHA Por Luiza Ferraz
  • Page 4242 Observar a sociedade brasileira é perceber que ela é multifacetada. Suas diferentes camadas, no entanto, são atravessadas colonização, pela violência da que, em uma ordem escravocrata e patriarcal, distribuiu poder e privilégios de maneira desigual. Durante esse processo, referências europeias foram elevadas à condição de medida universal de civilização, enquanto outros modos de viver, pensar e produzir cultura eram desvalorizados.
  • 30 de outubro de 2026 - Brasil43 Essa autonomia também se expressa fora da mídia hegemônica, quando diferentes grupos criam seus próprios meios de comunicação.
  • Page 46acesse nossas redes sociais
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