Uma edição, muitas vozes, diferentes olhares e um tema que atravessa a sociedade de muitas formas: PRECONCEITO. A segunda edição da Revista Divulgação reúne diferentes autores, experiências, opiniões e perspectivas para provocar reflexões sobre um assunto que precisa ser discutido, questionado e enfrentado. Em cada texto, um olhar. Em cada autor, uma forma de contribuir para uma conversa que não pode ficar restrita às páginas de uma revista. Falamos de sociedade, comportamento, respeito, diversidade e das muitas faces do preconceito que ainda insistem em fazer parte do nosso cotidiano. Porque quando diferentes vozes se encontram, novas perspectivas surgem. E é assim que o conhecimento também transforma! 📖 A segunda edição já está no ar! Venha conhecer, ler, refletir e compartilhar. Revista Divulgação. Conteúdo de verdade, para pessoas de verdade. #RevistaDivulgação #Preconceito #Diversidade #PluralidadeDeVozes #ConteúdoDeVerdade
30 de outubro de 2026 - Brasil do RH das empresas em que trabalhei eram dignas de um desfile de moda: esbeltas, maquiadas, bem vestidas, um padrão que intimidava qualquer candidato. Mas o que me levou a escolher o RH nem foi o status, era o que eu tinha visto acontecer com pessoas próximas. Pelo fato de eu não concordar com aquele padrão e enxergar que por trás de cada pessoa havia uma história, uma família e uma busca por melhoria, fui estudar e correr atrás de fazer a diferença.
Hoje, compartilho com vocês uma história de uma pessoa muito especial, que teve grande peso na minha escolha de carreira. Por aqui, vou trocar o nome dela para preservá-la: “Nay, tenho três candidatos e insisti com o RH para entrevistar sua amiga, mas eles estão resistentes. Ela é obesa e, apesar de ser um serviço tranquilo, precisa subir e descer escadas. Mas vou entrevistála, o currículo dela é ótimo e ela tem graduação.”
Poucas horas depois, recebi o retorno: “Vamos ficar com a Manoela. Ela tem o perfil e uma história de vida que vale a pena dar uma oportunidade. Sabemos que ela pode ter dificuldades para desenvolver algumas atividades por conta do peso, mas o melhor perfil é o dela. ”
Olhando o fenômeno através da ciência, temos a visão de Crochik (1998): o preconceito diz muito mais respeito às necessidades e limitações de quem julga do que às características reais de quem é alvo dele. Reduziram a competência e a graduação de uma profissional à sua condição física e a um lance de escadas.
Os bastidores do mundo corporativo me envergonham bastante.
Nós, enquanto profissionais com foco em pessoas, precisamos ajudar a mudar esse viés de preconceito que é latente nas empresas. Por mais que aqui eu exponha o lado obscuro do RH de anos atrás, confesso que hoje as coisas já mudaram bastante, mas www.revistadivulgacao.com.br