Para que existisse um "racismo contra brancos" no mesmo patamar ou estrutura, seria necessário que a história tivesse sido invertida:
A ausência de escravização histórica: Em nenhum momento da história da humanidade navios negreiros atravessaram o oceano para sequestrar, acorrentar, comercializar e escravizar milhões de europeus brancos para trabalharem até a morte nas lavouras e minas da África ou das Américas sob a chibata de uma elite negra.
A inexistência de uma supremacia negra estrutural: A população negra nunca ocupou a posição de grupo dominante na sociedade ocidental para instituir leis de segregação contra brancos, proibir brancos de votar, proibi-los de frequentar determinados espaços ou criar teorias científicas afirmando que a pele branca é inferior ou desprovida de inteligência.
Sem um passado de escravização praticado por negros contra brancos e sem um presente onde a população negra seja considerada ou atue como "superior" na estrutura de poder, falar em racismo reverso é criar uma falsa equivalência histórica. Uma ofensa pontual contra uma pessoa branca pode ser preconceito ou injúria individual, mas jamais será racismo, pois não carrega o peso de séculos de violência estatal, desumanização e exclusão econômica