estrutural reproduz estereótipos que qualificam os quilombolas como "invasores" ou "atrasados".
Defender a regularização e a integridade dos territórios quilombolas hoje é manter ativa a resistência histórica de Zumbi dos Palmares e Tereza de Benguela contra o projeto de exclusão territorial e socioeconômica.
A análise da espiritualidade, da gastronomia, da música, da capoeira, da indumentária e do território evidencia que a cultura afro-brasileira nunca representou um conjunto passivo de tradições, mas sim uma tecnologia contínua de preservação da vida, afeto e emancipação econômica. A superação do racismo estrutural no Brasil exige o reconhecimento da contribuição africana não como apêndice do patrimônio nacional, mas como pilar fundador da identidade e da soberania do país.