Data da leitura: Agosto de 2024
O rei ficou assombrado com tanta riqueza, mas disse que não podia comprar a coroa pela metade. Daria uma fortuna pela coroa inteira. O capitão do navio voltou para bordo muito triste e contou o caso ao afilhado. Este deu parecer:
- Vamos voltar para o ponto onde o peixe me deu a rabanada. O senhor manda fazer uma caixa, amarrada a uma corda forte e eu desço para procurar a outra metade no fundo do mar. Quando balançar a corda o senhor puxa.
Tudo se fez assim. O rapaz desceu e lá no fundo do mar viu uma floresta escura e uma casinha com a porta meio aberta. Ia se aproximando quando o mesmo peixe que lhe atirara a metade da coroa apareceu e disse:
- Ali mora um dragão feroz que tem uma princesa presa. A porta meio aberta quer dizer que ele não está. Se não tem coragem, vá embora logo, antes que seja tarde para salvar sua vida.
O rapaz era mesmo destemido, botou-se para a casa e lá encontrou uma moça bonita que olhos maus não podiam ver. A moça ficou com medo que o dragão voltasse e fizesse o rapaz em pedaços. O moço disse que ali tinha vindo em busca da banda de uma coroa, mas agora queria, além da coroa, a moça também.
Esta, satisfeita, contou que era uma princesa e o dragão se apaixonara por ela matando seu pai e todos os seus e a trazendo para o fundo do mar. A outra banda da coroa estava no tesouro do dragão, que era tudo furtado ao rei pai dela. Deu ao rapaz um machado de prata e disse:
-Se aquela árvore ali for cortada antes de o dragão chegar, tudo está acabado porque a vida dele está no tronco. Ao contrário, se ele chegar e encontrá-lo aqui não há quem o salve da morte certa.
O rapaz atirou-se ao trabalho, cortando a árvore com o machado de prata com tanta força que o pau ia pendendo, pendendo para o chão. Ouviu-se longe um ronco medonho e a moça avisou que o dragão ia chegando. O rapaz amiudou os golpes e, assim que o bichão apareceu no terreiro, a