Data da leitura: Agosto de 2024
está a princesa, muda e sem achar graça em cousa alguma. Fique esperando por mim até amanhã pela madrugada mas não tire nem uma fruta dessas que estão nas árvores, senão haverá uma desgraça.
O rapaz ficou sozinho, mas como era filho da rainha teimosa, achou ser uma tolice viajar sem levar uma daquelas frutas tão grandes e bonitas como não havia na terra. Tirou uma laranja de ouro e meteu no bolso.
Imediatamente ficou pequenininho e todo engelhado, enrugado, cabelos brancos como um velho anão.
Na madrugada o peixe chegou e o levou no lombo até a beira do mar. Aí, virando pássaro, botou o rapaz no bico e bateu asas para o reinado, deixando o moço, que parecia um velho, num caminho deserto.
O rapaz seguiu até o reinado, hospedou-se numa casa e no outro dia soube que o rei dava um prêmio a quem fizesse a princesa rir. Foi ao palácio e disse que era capaz de fazer a princesa achar graça, mas só o faria com duas condições: a primeira era estar presente o rei, o capitão do navio e a corte. A segunda era a sala ficar fechada e ninguém sair antes de ele dar a conversa por terminada.
O rei aceitou as condições e levou o falso velhinho para o salão onde estava a princesa. Convidou a corte e o capitão do navio, agora homem rico e importante. Quando todos estavam sentados e prestando atenção, o falso velho começou a contar a história da sua vida.
Contou a teima do rei e da rainha, a aposta, a caixa de vidro e a viagem. O rei, entendendo que aquilo se passara com ele, já arrependido, quis sair da sala mas não deixaram, porque palavra de rei não volta atrás.
Contou seu nascimento e sua vida na praia até que embarcou no navio, como o capitão fora seu padrinho e como apareceu o peixe que sacudiu com o rabo a banda da coroa.
Aí o capitão do navio quis ir-se embora mas não deixaram.
Contou como descera ao fundo do mar para ir buscar a outra banda da coroa e encontrara a moça prisioneira que lhe dera o machado de prata para