SÉRIE ESPECIAL: ÍCONES DE ORGULHO
Episódio 2: Cláudia Celeste e o Brilho que a Censura Não Conseguiu Apagar
A HISTÓRIA DA PRIMEIRA TRAVESTI A PROTAGONIZAR UM MARCO NA TELEVISÃO BRASILEIRA, ENFRENTANDO OS MILITARES COM GLAMOUR, TALENTO E CABEÇA ERGUIDA.
Anos 1970. Enquanto os porões da ditadura militar operavam a repressão política nas sombras, os palcos do teatro de revista e do transformismo carioca ferviam com uma explosão de cores, plumas e talento. No centro desse turbilhão estético brilhava Cláudia Celeste. Nascida no Rio de Janeiro, Cláudia não era apenas uma dançarina talentosa e dona de uma beleza estonteante; ela era uma força da natureza que dominava o palco com uma elegância digna das grandes divas do cinema internacional.
Seu talento no icônico Teatro Rival e em espetáculos dirigidos por grandes nomes da época chamou a atenção dos produtores de televisão. Cláudia quebrava o estereótipo marginalizado que a sociedade tentava impor às travestis: ela era técnica, profissional, magnética e impecável em suas performances.