Edição 04 - Infotec, 2026 Dirigido e Editado por Ana Luisa Zanin e Manuella Iatalesi Coluna Geopolítica: China desafia pressão dos EUA e mantém parceria com o Irã mesmo após ameaças Coluna Cultura e Arte: O morro é feito de arte Coluna Esportes: Mogi Basquete: Conquistas e História Coluna Ciência e Tecnologia: Super El Niño: como ele funciona na prática e o que esperar dele Coluna Etec Pv: Recadinho da espiritualidade. 12 signos, 12 cursos para você escolher no ano de 2027!
O El Niño ocorre quando esse equilíbrio é enfraquecido ou revertido, assim havendo um aquecimento que altera os padrões de chuvas, ventos em escala global e efeitos opostos nas regiões do Brasil.
Nas regiões do Norte, Nordeste e Centro-Oeste há uma redução de chuvas e aumento de temperaturas, levando diversos locais a secas e queimadas. Já no Sul e Sudeste, ocorrem chuvas mais intensas e concentradas, além de ondas de calor. Em todos os casos, os impactos mais severos tendem a recair sobre quem tem menos recursos para se proteger, principalmente pessoas que moram em áreas periféricas e informais.
De acordo com os modelos climáticos atuais, um Super El Niño ocorre quando a temperatura da superfície do mar ultrapassa 2°C da média histórica, indicando que em 2026/2027 pode acontecer pela quinta vez na história este evento, tendo ocorrido, em 1877-1878, o primeiro grande evento registrado na era moderna e que gerou uma das secas mais severas da história do Nordeste; 1982/1983, onde causou inundações severas na América do Sul e secas históricas na Austrália; em 1997/1998, Um dos mais devastadores do século XX, que desregulou a agricultura global e 2015/2016: Provocou recordes de calor em todo o planeta e secas extremas na região amazônica.
Por conta de suas consequências, foram estimadas 451 mil mortes no mundo, onde o Brasil é 5º país mais afetado com, aproximadamente, 13 mil mortes durante seus efeitos. Segundo previsões da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos), apontam 82% de probabilidade de formação do El Niño entre maio e julho, e 96% de sua continuidade até fevereiro de 2027.
Portanto, é necessário que haja intervenções e ações governamentais para diminuir as consequências desse fenômeno, como ampliar o orçamentos para adaptação climática, prevenção e resposta a desastres; Melhorar a proteção de áreas de alta biodiversidade e ecossistemas estratégicos como recifes de coral e manguezais; Fortalecer e investir em tecnologias de sistemas de defesa civil, monitoramento climático e resposta aos eventos extremos; Intensificar a fiscalização de áreas que correm risco de queimadas e garantir a segurança da camada da sociedade mais vulnerável a esses impactos, levando em consideração a população que vivem em áreas de risco e os que precisam de mais auxílio, como crianças e idosos.
por Ana Luisa Batista