Edição 04 - Infotec, 2026 Dirigido e Editado por Ana Luisa Zanin e Manuella Iatalesi Coluna Geopolítica: China desafia pressão dos EUA e mantém parceria com o Irã mesmo após ameaças Coluna Cultura e Arte: O morro é feito de arte Coluna Esportes: Mogi Basquete: Conquistas e História Coluna Ciência e Tecnologia: Super El Niño: como ele funciona na prática e o que esperar dele Coluna Etec Pv: Recadinho da espiritualidade. 12 signos, 12 cursos para você escolher no ano de 2027!
O petróleo é o principal eixo dessa relação: a China compra grande parte da produção iraniana, enquanto o Irã encontra em Pequim um importante mercado para seu principal produto de exportação, mesmo diante das sanções ocidentais. As transações também podem utilizar canais financeiros alternativos e moedas como o yuan, reduzindo a dependência do sistema financeiro dominado pelo dólar.
A parceria se estende ainda a projetos de infraestrutura, energia, telecomunicações e tecnologia. A posição geográfica do Irã também interessa à China por sua importância para a Iniciativa do Cinturão e Rota, conhecida como Nova Rota da Seda, que busca ampliar as conexões comerciais chinesas com o Oriente Médio e a Europa. Apesar dos interesses em comum, a relação não constitui uma aliança formal: Pequim também mantém relações econômicas com outros importantes países da região, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Washington amplia o cerco econômico a Teerã A política americana em relação ao Irã combina sanções econômicas e pressão diplomática. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que Washington pretende cortar fontes de financiamento do governo iraniano e advertiu que países e empresas que não encerrarem determinadas atividades com Teerã poderão sofrer medidas unilaterais. A estratégia busca limitar as receitas iranianas e dificultar o acesso do país a recursos considerados estratégicos pelos Estados Unidos. O presidente Donald Trump também tem buscado apoio internacional para ampliar o isolamento do Irã. Segundo Bessent, Trump estaria entrando em contato com líderes estrangeiros para pedir que reduzam ou interrompam suas relações com Teerã. A estratégia encontra um obstáculo importante na posição chinesa, já que Pequim mantém fortes relações comerciais com o Irã. No campo diplomático, Trump e Xi Jinping têm um encontro previsto para o final de setembro, em Washington, que poderá colocar as tensões envolvendo Irã, comércio e relações bilaterais entre as duas potências na mesa de negociações.
EUA e China disputam comércio e tecnologia A disputa entre Estados Unidos e China não se limita ao Irã. As duas potências também travam uma guerra comercial e tecnológica. Washington avalia impor uma tarifa adicional de 7,5% sobre produtos chineses, sob a justificativa de combater o excesso de capacidade industrial e a entrada de produtos considerados artificialmente baratos no mercado americano. Pequim rejeita a acusação e classifica a medida como protecionismo, sinalizando que poderá adotar contramedidas. Os Estados Unidos também reforçaram a fiscalização sobre produtos chineses que possam entrar no mercado americano por meio de países como México, Vietnã e Malásia para contornar tarifas.
No campo tecnológico, a disputa envolve o controle de semicondutores, inteligência artificial e equipamentos para fabricação de chips. Os EUA restringem a exportação para a China de determinadas tecnologias avançadas, alegando preocupações de segurança nacional. Pequim respondeu ampliando controles sobre minerais e materiais estratégicos, como gálio, germânio e grafite, essenciais para diferentes setores tecnológicos.