A Poesia do Natal - Antologia - Poetas Evangélicos de ontem e de hoje escrevem sobre o Natal de Jesus Cristo. É com imenso prazer que ofertamos ao leitor esta antologia de poemas natalinos. Os poemas
Belém... uma choupana ali... logo a encontraram toda cheia de luz, - uma enorme pletora mais suave que o clarão forte e argenteo da Aurora! Sobre um leito de palha, um Menino robusto; -o Cristo, o Emanuel, o Onipotente, o Justo! Ao lado, a doce mãe, sorridente de gozo; olhava, ajoelhado a adorar, seu esposo. Bem perto, uns animais no estábulo, comendo, tudo presenciando e nada compreendendo.
Os pastores, no campo, ouviram lindos cantos de anjos e querubins envoltos nos seus mantos tão alvos quanto a neve.
Em festa, a Glória Eterna vibrava de prazer, de alegria superna!
O Salvador nascera! A Lei e a Profecia cumpriam-se fielmente. E aquela estrebaria que a um trono foi maior, e foi maior que um berço de rendas e de seda onde nasce um perverso, onde se embala um Nero, onde se cria um vil!
Lá fora, refulgente, engastada no anil do Infinito profundo, a Estrela de Jesus tomava, pouco a pouco, a forma de uma cruz, - como para anunciar o amor imensurável do Pai, que o Filho deu para o mundo execrável remir sobre o madeiro ignominioso e horrendo!
Em breve, a caravana, as montanhas descendo, -qual Moisés do Sinai, depois que a Deus falara - voltava, lenta e lenta, à terra de deixara.
Pela imensa amplidão do deserto de pó, a caravana vem traçando um trilho só...
E a Estrela de Jesus, suspensa no Infinito,