A graça é chamada de “escandalosa” porque ela quebra a nossa lógica do “meritocracia espiritual”. A gente tende a achar que Deus só deve abençoar quem é “macho/fêmea da fé”, quem canta no grupo de louvor ou quem posta versículo no Instagram.
Mas o livro de Jonas mostra Deus inclinando o Seu coração para uma nação inteira de pecadores e para um profeta amargurado.
1.2 A missão improvável e a cultura do cancelamento
Deus chega para Jonas e dá uma ordem direta: “Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela…”
Para entender o choque de Jonas, imagine Deus mandando você ir pregar e abraçar o seu maior “hater”, a pessoa que espalhou fofoca sobre você na faculdade ou o grupo que perseguiu sua família.
Nínive era a capital do Império Assírio, a maior superpotência militar do século VIII a.C., famosa por sua violência brutal. Jonas não tinha medo de morrer em Nínive; ele tinha medo de pregar lá, o povo se arrepender e Deus PERDOAR a cidade!
Na nossa cultura do cancelamento, a gente quer ver o “exposed” e o fim do inimigo. Deus, porém, quer a transformação e o resgate do ser humano.
1.3 “Ghostear” a Deus e o porão de Társis (fuga e anestesia)
Em vez de ir para Nínive (a leste), Jonas compra uma passagem para Társis (na Espanha, o ponto mais distante a oeste no mapa da época). Jonas deu “ghosting” em Deus! Ele tentou deslogar do chamado divino, achando que mudar de endereço resolveria o conflito do seu coração.
↑ MAPA